sábado, 15 de fevereiro de 2014

A Base "Genérica" da Armani Maestro

Amo bases, amo bases, amo bases.
E de vez em quando, surgem no mercado algumas de tirar o fôlego! Que você-tem-que-ter!
Conheci a base Maestro na última vez em que fui a NY. Me apaixonei! Ela é aquela base que te deixa com cara de mulher rica. Sequinha, natural, como é a base de silicone, deixa uma sensação aveludada na pele. Ou seja, tudo de bom! 
O problema é que você tem que ser mesmo rica pra compra-la, pois a fofa não é nada, nada barata. Pense em desembolsar umas 65 doletas por esse milagre em gotas.

Então, eis que uma paciente super viajada & antenada, me mostra a genérica da Maestro! Eu sempre peço que o pessoal que volta de viagem, me traga tu-do o que comprou, seja creme, produto de cabelo ou maquiagem. Assim eu aprendo coisas novas, consigo aproveitar os produtos que a pessoa já tem (para ela não precisar gastar mais), e otimizo melhor a receita. E como é bom conhecer coisas novas, não é verdade?

Então, ontem ela me apresentou essa nova belezinha. Gente, a sensação é igualzinha à da Maestro. E ainda tem um FPS um pouquinho melhor do que a Maestro, de 18 (a Maestro tem FPS 15).
Adorei o formato do vidro, bem fininho e elegante, para não ocupar todo o espaço da sua gaveta de maquiagem. Quando você passa sobre a pele, ela é beeeem líquida, mas logo seca e vira um pó. E custa por volta de 8 dólares, minha gente! Agora que o dólar disparou, é uma diferença bastante significativa.

Mas nada é perfeito nessa vida, nem o Tom Cruise (que é baixinho e come a placenta da mulher). A única coisa que achei muito mal feita nessa base, foi o local por onde ela sai do frasco. Na Maestro, existe um conta-gotas, que facilita muito a aplicação. Eu não uso pincel para base, então pingo umas gotinhas no dorso da mão e espalho tudo tranquilamente.

Mas na Magic Nude, nem bico dosador existe. você precisa entornar a base no dorso da mão para passar no rosto, e com isso acaba perdendo muito produto. a minha paciente me mostrou como faz, ela vai usando o dedo, como se estivesse passando perfume.

Assim que minha Maestro terminar, vou comprar uma para mim. 
(ok, vou comprar umas 5)

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Quando a receita vai além da medicação


Eu vou confessar uma coisa muito particular pra vocês. Muitos dos meus pacientes, são pessoas tão queridas, que considero como amigos. De fato, muitos deles sabem mais sobre a minha vida, do que alguns parentes.
Sendo assim, eu também acabo tomando conhecimento de alguns fatos da vida da pessoa, e algumas vezes quando eles chegam para a consulta, percebo que precisam de mais do que a prescrição de um simples medicamento.
Quando a intimidade me permite isso, e a situação pede, eu acrescento alguns itens extras a receita médica, que podem o não estar relacionados com a doença em questão.

1) SAIAS DA ZARA
Era uma paciente com uma micose na virilha, e após quinze dias do início do tratamento, a lesão ainda estava ativa. Reparei nas roupas da minha amiga/paciente, e ela estava usando uma calça tão colada no corpo, que parecia ter sido fechada à vácuo.
Eu falei que ela precisava usar roupas mais soltas para o local não ficar quente e úmido, fatores que fazem os fungos se sentirem em férias nas Bahamas. E comentei que vi umas saias lindas na Zara.
Ela me disse que não tinha saias no armário (?!) e que o marido ficaria uma fera se ela gastasse mais no cartão.
Imediatamente pensei....Mas será que se ela levar isso escrito numa receita médica, o marido vai ficar assim tão irritado? Então não pensei duas vezes e incluí as saias na receita (junto com uma medicação oral).
E deu certo!

2) SPA NA SUÍÇA
Gente fina é outra coisa. Essa paciente era riquíssima e estava hospedando parentes do marido na casa de Angra. Segundo ela, foi "a parentela inteira". Ela tinha um exército de empregadas à disposição, mas sabe como é... Se o marinheiro fica doente ou a cozinheira falta, era obrigação dela arranjar soluções. 
No fim das férias, ela estava esgotada de brigar com a sogra, decidir menus, participar de jantares intermináveis, e escutar a falação das pessoas. A falação era o que mais incomodava, ela queria silêncio. Paz. Tranquilidade.
Chegou ao consultório atacada da psoríase, por puro estresse.
Nem pestanejei, escrevi na receita o nome de um SPA na Suíça, em que a pessoa ficava numa piscina quente, com vista para os alpes, um oásis de paz e tranquilidade.
Não achei que ela ia! Mas para a minha surpresa, ela foi e me mandou uma foto pelo celular, agradecendo a indicação e dizendo que a lesão melhorou muito.
(Quem pode, pode!)

3) LIVRO DE AUTO-AJUDA
Embaixo da minha mesa de exames, eu tenho alguns livros que levo para o consultório, justamente para emprestar para as pessoas. Em alguns casos, eu penso em pacientes específicos, em outros, eu levo aleatoriamente.
Um dia desses, uma paciente linda, loura e alta apareceu com piora da acne e extremamente chateada com o término de outro namoro. Ela nunca conseguia engrenar nenhum, de alguma forma ela mesma sabotava os relacionamentos.
Bem no rodapé da receita, além de toda a medicação para controlar a acne, escrevi o nome de um livro que a ajudaria a controlar a vida sentimental.
Não adiantou nada, mas pelo menos eu tentei.

4) ABRAÇO DE URSO
Essa é triste.
Na época dos desmoronamentos da região serrana do Rio, perdemos duas pacientes. Foi muito sofrido para todos os envolvidos.
Como costumamos atender a diversos indivíduos de uma mesma família, na primeira vez em que a família enlutada veio ao consultório, passamos mais tempo nos consolando mutuamente, do que falando de pele propriamente dita.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

A Vida, Depois do Autismo

A vida da minha família pode ser classificada em A.A (Antes do Autismo) e D.A (Depois do Autismo).
Desde que fomos diagnosticados como "dentro do espectro do autismo", tudo mudou radicalmente.
A vida está pior? Sim.
A vida está melhor? Sim, também. 
Mudaram os sonhos, as perspectivas, os motivos de decepção e comemoração, e ouso afirmar que mudou até o amor que sentimos pelo nosso filho. Hoje, se é que é possível, ele está mil vezes maior.

Quando temos um filho com esse problema, aquela criança que foi idealizada e sonhada morre. E após toda morte segue-se um luto. O luto tem 5 fases, que eu conheço de cor e salteado!


Passamos por cada fase do luto, e hoje podemos dizer, sem sombra de dúvida, que tivemos muita sorte! 
Temos sorte por ter um filho maravilhoso, lindo e carinhoso. Sorte por ele ter recebido um diagnóstico precoce, algo que faz toda a diferença (duvida? leia esse relato AQUI). Sorte por ele ter um autismo muito leve, tão leve, que muitas pessoas não acreditam quando eu conto, pois nunca desconfiaram. Sorte por ele não ter nenhuma estereotipia. Sorte por ser autismo e não leucemia ou outra coisa pior.

 Sorte por estarmos cercados de ótimos profissionais, que são as nossas fadas-madrinhas (depois eu passo os contatos de fono, psicóloga, neurologista, terapeuta, por e-mail, para quem precisar). Sorte por ele melhorar a cada dia que passa. Sorte por termos apoio inesgotável de amigos, familiares e leitores do mundo todo. Sorte por conseguir manter a cabeça erguida e o senso de humor intacto (é mais fácil falar do que fazer).



O autismo foi um tremendo professor para mim (daqueles que queremos ver pelas costas, mas que depois percebemos o quanto foi necessário para o nosso aprendizado).

Aprendi a ter mais humildade.
Não é que eu fosse besta, metida. Nunca fui assim. Mas eu tinha umas opiniões e pontos de vista, que me faziam julgar as pessoas. Exemplo clássico: criança fazendo birra em shopping. Antes, eu achava isso um absurdo. Coisa de gente sem educação, que não devia nem sair de casa. Hoje posso dizer que isso já aconteceu comigo... algumas vezes... e dessa forma eu não julgo mais ninguém. Nada como ter telhado de vidro.

Aprendi a ter mais paciência.
Sem paciência, você não dura nem um dia no "mundo do autismo". Estou até ficando meio zen, coisa que nunca fui. Depois de ter um filho com esse problema, aquela pessoa que anda com o carro a 40 Km/h não será mais capaz de te irritar.

Aprendi a perceber se uma criança está com um comportamento anormal. E já alertei a três pais sobre isso.

Aprendi a superar nojo de saliva. Eu nunca tive problemas com urina, fezes, pus, sangue, etc. Mas de alguma forma, suor e saliva me incomodavam. Eu detestava ganhar o tal "beijo babado", a não ser, claro, em momentos de intimidade, que não sou tão fresca assim.
Mas sabe aquelas tias suadas, que babam a pessoa? Então, hoje em dia tiro isso de letra.
Lá na fono do Gabriel, tem um menino de uns 13 anos, com um autismo gravíssimo. 
Ele não fala e baba bastante, a saliva dele é espessa, e quando ele baba em mim, o líquido chega a fazer uma ponte. Mais ou menos assim:


 Isso acontece porque meu filho entra na hora em que ele sai, e ele adora meu celular e o tablet que carrego para distrair o Gabriel. Então, ao nos ver, ele vem na nossa direção, se inclina sobre nós, e dá aquela babada enquanto mexe nos aparelhos.
E eu? Eu deixo. Podia ser meu filho naquela situação. Podia ser o seu. Na verdade, um dia o meu pode amanhecer assim. E se isso acontecer, não seria legal ele babar sobre uma pessoa que o aceite?
De forma que, as semanas foram passando, e com o tempo aquilo foi me incomodando cada vez menos.

Aprendi que dieta sem glúten e sem lactose pode ser uma delícia!!!Preciso admitir que não levava fé que essa dieta teria um impacto tão enorme no comportamento dele, e que não seria um sofrimento tão grande realiza-la. Obrigada pela indicação que vocês me deram do leite Piracanjuba, é mesmo uma delícia!

Aprendi com outras famílias, com terapeutas, com VOCÊS, com o Gabriel, com o Dr. Google, e algo me diz que ainda tenho muito o que aprender. 
Gabriel me ensinou em 2 anos e meio, coisas que a vida não conseguiu em 35 anos de existência!
(UAU, revelei minha idade!)

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

ILipo-Lipoaspiração Inteligente Não Invasiva RTP - Programa Praça da Ale...





Muito legal o programa português sobre o laser I-Lipo. Nada como ver a máquina em ação!!!
Só lembrando que a perda de medidas é individual. Algumas pessoas perdem mais e outras menos.

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minhapele@ig.com.br, Rio de Janeiro, Brazil
Uma médica que ama dermatologia, medicina estética, e principalmente, ADORA o que faz. Um cirurgião plástico apaixonado pela profissão.

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