quarta-feira, 27 de abril de 2011

Alegrando Luciana: "Quem tem boca vai à Roma"



Esse episódio ocorreu na minha vida quando eu era bem pequena. Eu tinha uns seis ou sete anos no máximo.
Acontece que meu pai é engenheiro e na época ele viajava muito. Quando eu digo viajava muito, eu quero dizer que o homem era praticamente um nômade, um pirata. Ele ficava meses fora. E eu sentia muitas saudades.

As saudades eram tantas, que numa dessas idas e vindas, eu fiquei doente, de cama mesmo. E só descobrimos a causa da doença, depois que ele atravessou a soleira da porta, porque nesse momento eu me levantei da cama como se nada tivesse acontecido, sem febre, sem tosse, sem cara de moribunda. Eu estava doente de saudade. Isso não é lenda, acontece mesmo. A gente fica triste, a imunidade cai e pimba! Ficamos adoentados.

Eu me recuperei, claro, como acontece na maioria das vezes. Até descobrir que uma nova viagem estava para acontecer. E pouco tempo depois, lá se foi o meu pai novamente. Como eu era criança, nem tinha noção de quanto tempo ele ia ficar longe. Mas dessa vez eu tinha um plano em mente: "Se ele demorar demais, eu telefono pro chefe dele e dou um jeito de traze-lo de volta".

Passaram uns dois dias, que na minha opinião, demoraram pra caramba. Por isso, não pensei duas vezes, peguei o telefone e liguei para a multinacional onde ele trabalhava. O chefe dele era um americano. O diálogo foi mais ou menos assim:

A secretária da multinacional atendeu:
- Bom dia, Empresa X, em que posso ajudar?
- Bom dia. Por favor, eu gostaria de falar com o dono.
- Desculpe, você disse dono? Dono de quê?
- Aí não é a Empresa X?
- É sim senhora.
- Eu não sou senhora, tenho seis anos. Eu queria falar com o dono da empresa.
- Eu posso te passar para a secretária dele.
- Olha, eu realmente preciso falar com o dono. Ou então pode ser o presidente. Quem é que manda aí? Eu sou a filha do engenheiro Fulano de Tal.
- Estou tranferindo a ligação.

Aí a secretária do presidente da empresa atendeu:
- Bom dia, em que posso ajudar?
- Bom dia. Por favor, é você que manda aí na empresa? Porque eu quero fazer uma reclamação muito grave.
- Olha, eu sou a secretária da pessoa que manda. Com quem estou falando?
- Com a filha do engenheiro Fulano de Tal. Você conhece ele?
- Conheço sim. Ele está trabalhando fora do estado, não é? Aconteceu algum problema?
- Aconteceu sim. Vocês não têm outros engenheiros trabalhando aí não? Porque só o meu pai é quem viaja? Eu estou querendo pedir pro dono trazer o meu pai de volta, outro dia fiquei até doente.
- Você está doente?
- Não, já fiquei boa. Mas já já eu posso até ficar doente de novo. É por isso que eu preciso que ele volte logo.
- Pode ficar tranquila que eu vou mandar o seu recado pro dono.
- Olha, eu preferia mesmo falar com ele.
- Ele está numa reunião no momento, mas eu te garanto que ele vai receber o seu recado.
- Vê lá, hein? Se o meu pai não voltar, eu vou ligar de novo e mandar o dono despedir você...
- Por favor, não faça isso! Prometo que vou dar o seu recado.

No dia seguinte...
Chega um helicóptero lá no fim de mundo para onde mandaram meu pai. Mandaram ele embarcar. Meu pai não entendeu nada, pois tinha chegado há pouco tempo, e a obra não ia terminar tão cedo.

Voltou o tempo todo pensando que tinha perdido o emprego, ou então que algo de muito grave tinha acontecido. Não deixaram nem ele dar um telefonema, e na época não existia celular. O piloto não sabia informar o porquê do regresso apressado. Chegando no Rio de Janeiro, ele foi encaminhado direto para a sala do presidente.

Só então, o chefe explicou a situação. Que a filha dele estava com muitas saudades do pai, e por isso ele teve que embarcar imediatamente, que era uma questão urgente. Que, se ele demorasse muito arrumando as malas, por exemplo, eu poderia até ficar doente de novo, e isso ele não gostaria que acontecesse, pois tinha uma filha também.

Meu pai não sabia onde enfiar a cara. Morreu de vergonha! Acho que ele não sabia se me esganava ou me entupia de beijos.
O chefe dele o liberou para ficar uma semana em casa. E, que eu me lembre, não fui esganada nem uma vez só!

Moral da história:

- Se você estiver sentindo algo, qualquer coisa, bote a boca no trombone. O pior que pode acontecer é nada acontecer. Ou a pessoa amada ser despedida.

- Fale com a pessoa certa. Na época, foi puro instinto pedir pra falar com o "dono". Mas se eu falasse com um subordinado qualquer, minha queixa ia se perder no espaço. Fale com quem tem o poder de resolver o seu problema.

- Seja insistente. Se não der certo na primeira tentativa, repita. E repita. E repita. Até alguem te escutar.

- Aterrorize um pouco as pessoas para elas perceberem que você está falando sério. Eu fiz isso quando disse para a secretária que ia ligar de novo e mandar o "dono" despedi-la (como se uma fedelha de seis anos pudesse fazer uma coisa dessas). Não foi o caso dela, que realmente me ajudou, mas tem gente que só age na base da ameaça. E na hora do desespero você fala qualquer coisa.

obs. Meu pai está viajando novamente! será que ele não aprendeu a lição? E aí, gente? Ligo de novo ou não ligo???

66 comentários:

Jussara ^Botto disse...

Oi Lu adorei a sua estória. Uma estoria de amor e eu sei bem o que é sentir saudade...concordo saudade doi e muitoooooo Bjsssssssss

**Aline** disse...

Muito lindo, meus olhos até encheram de lágrimas. Saudade, ahh, saudade dói mesmo!!!!

Karol Nascimento disse...

kakakkakakakakak!!
Luciana, sempre passo por aqui, sempr leio algo bastante interessante. Hoje, eu achei tão show essa história que resolvi deixar o comentário pra dizer que sou sua fã.
BJ

Dany Castro disse...

Ai Lu, que linda essa estória!

Me emocionei e ao mesmo tempo morri de rir!!

E seu pai não aprendeu a lição, hein? heheheheh!!

Beijocas!

Carine Gimenez disse...

Que história linda!
Fiquei emocionada e também dei boas risadas.
Você tem toda razão:quem tem boca vai à Roma.
Beijos.

ISABELLA disse...
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ISABELLA disse...
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ISABELLA disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
ISABELLA disse...

fOi Lú, eu bem sei como é. Eu também sentia muita saudade do meu pai, que é médico e dava muito plantão. Faço de tudo para minha filha não passar por isso, mas tb sou médica e trabalho muito. Mas a Beatriz é espertinha e ela seria bem capaz de ligar para o dono do hospital e dar bronca tb
Beijos

Paty disse...

menina,
estou eu aqui na minha mesa, na farmácia, dando um tempinho e vou ler seu post... juro que quase chorei... de verdade... me deu um aperto no coração... hoje pela manhã enquanto estava na frente do espelho passando meu protetor, meu batom, meu rímel,minha filha de 9 perguntou: mãe, a senhora vai trabalhar?
eu: sim, tenho que ir...
ela: mas vc não é a chefe?
eu: mas eu tenho uma chefe superior...
ela: ah bom...
silêncio
ela: mãe, a senhora não tem férias não?
eu: sim, tenho (na verdade tenho 2 acumuladas - mas nem falei ... até explicar td )
ela: então tira férias hoje
eu: hoje não posso, tenho que avisar antes
ela: ah bom...
eu: juro que em julho eu tiro férias
ela: mas vai demorar muito!
eu: em julho vamos poder ficar o tempo todo juntas, vc tbm vai estar de férias!

Desculpe o looongo comentário, mas li seu post hoje e vivi isso hoje cedo... me tocou o coração...
bjks Lu

ST disse...

Que coisa mais lindaaaa! Vou usar sua historia como motivaçao no CAPS onde trabalho! Posso? Um exemplo de determinação desss nao pode passar sem deixar frutos. Aaaah, Liga de novoooo! lkkkkkk

ISABELLA disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ana Martha disse...

Que história linda, arrepiei!
Isso aí, vamos a luta naquilo que queremos!
Beijos, Doutora querida!

Norma disse...

Eu me emocionei com a sua história. :-)

Beijos!

Hugo disse...

Legal a historia.

Emocionei.

(encontrei seu blog pelos 'itens recomendados' do Google Reader)

malica disse...

Queridíssima, parece que me vejo em você, meu pai foi marinheiro eu já fiquei doente de saudade dele, já que sempre fomos muito ligados, tenho uma relação de profundo amor e cumplicidade com ele. Parece que você também. Meus olhos lagrimejaram lembrando-se de quando sentia tanta saudade, exatamente aos 6 anos de idade. Parabéns pela sua determinação.

Luciana Leal disse...

Oi, gente!
Ai, que legal que vocês não me acharam uma louca!
Meu pai é muito amado e eu faria tudo novamente.

Magia Pura disse...

Doutora Princesa!
História engraçadíssima! Adorei a sua determinação em se reencontrar com o seu pai, decerto essa determinação e valores que tinha (valorização da família) a levaram a se tornar essa grande mulher que é hoje e a chegar onde chegou!
Fez me lembrar aquele vídeo que já correu mundo da menina que ligou para a empresa de demolição.

http://www.youtube.com/watch?v=e-yPySPF5zY


Bj

Ri

Nutri Bobagens disse...

Me acabei de rir com a sua história, muito boa mesmo.
BjoS2

Atelier Ana Morales disse...

Adorei!
Linda demais!
Acho que vc pode ligar de novo. A filha grávida também deve funcionar ;)
Beijos,
julia

Eli disse...

Ahh que menina linda!!!
Essas crianças fazem cada coisa né!? rsrsrs LU, choquei aqui!

Bjs

Anônimo disse...

Lu,

Me acabei em lágrimas, rsrsr, acho que deve ser coisas de grávida, também sou apaixonada pelo meu pai, rsrrsrs...


Beijos!!

Josy

Livia Pino disse...

Luciana,
ADOREI!!! Que fofura!!!
Prepare-se que Gabriel pode " herdar este gene" e ligar pro seu consultorio..rs:)
beijos
livia pino
www.dermatologiaemfoco.blogspot.com

Anônimo disse...

Seu pAI parece ser um cara muito legal!!!
A boa energia que ele emana chega a ser palpável!


Luisa

Adriana Correia disse...

Luciana querida,
Vc não sabe o quanto me ajuda, estou passando justamente por um dilema na minha vida e tenho dois dias pra resolver se boto a boca no trombone ou não em uma situação que me aflige. Aí vem você e me encoraja. Muito obrigada querida. Beijos

Cris Mereu disse...

Que gracinha sua historia, to boba até agora com o helicoptero buscando seu pai, tadinho!
Eu concordo com vc em genero, numero e grau! A maioria das coisas que consegui até hj foi insistindo e falando bem alto o que eu queria :)
Beijos

cvpfigueiredo disse...

Muito bom seu blog!!!!!
Bjs

Anônimo disse...

Adorei! Rsrs!!
Saudade machuca...

Bjs
Lara

OBS: só uma curiosidade que poucos sabem: o correto é "Quem tem boca vaia Roma" (e não vai à Roma)

Isis Sampaio disse...

Oi! Sempre leio seu blog e nunca comento, mas essa história soou tão familiar... minha irmã também já teve essa doença da saudade quando meu pai viajava bastante. Isso existe mesmo! :) Beijos!

Vera Lucia disse...

Oi Luciana, adoro seu blog! Gostaria de fazer um pequeno reparo já que não é e primeira vez que vejo o erro no seu blog. Agente é aquele que age, tipo agente secreto, agente de viagem. A gente= nós se escreve separado. Gente= pessoa.
Beijocas

Anônimo disse...

Lu
A típica escorpiana, determinação´é nosso forte , por isso sempre conseguimos atingir nossos objetivos. Tb.sou assim, hoje por meus filhos, falo até com o papa. Imagino com o Gabriel. Seja sempre assim. Muitos beijos.

Lucilene disse...

Aiin Lu, esta msg veio numa hora certa!
Vc é por demais encantadora sabia?? Vc não existe! rs

Milhões de beijos

Priscila disse...

Adorei a história :)
QUe fofa você...desde criança!

BeeijO*

Priscila disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Nani disse...

Que post maravilhoso!!!
Acho que vou ligar para a multinacional que meu marido trabalha dizendo a mesma coisa! Será que o apelo de uma esposa é forte como o de uma linda menininha de apenas 6 anos? (rs, rs,rs...)
INSPIRADOR! PARABÉNS!

Fabiana disse...

Nossa!!! uma menina de seis anos saber o número ou pegar na agenda, que seja, o tel do trabalho do pai. E a secretária de uma grande empresa dar ouvidos a uma criança e ainda transferir pra diretoria? E a empresa ainda manda helicóptero buscar o funcionário, que nessa época ainda nem sonho de ser visto como colaborador? Tô boba.

Cassandra de Deus disse...

Adorei a historinha!
Me formo esse ano em medicina e quero um dia ser uma Dra Princesa também. Sempre leio o blog, mas nunca comento nada... Aproveitando o ensejo deste ¨causo¨, gostaria de dizer que te admiro bastante!
Um abraço com carinho!

Alê disse...

Oi Lu,
Sei que a mensagem era outra mas foi ilustrada da maneira mais linda, delicada e sensível possível. Vou pular essa parte da boca no trombone (que eu faço sem cerimônia)...
Digitando e chorando loucamente ao mesmo tempo! Que lindo!!! Perdi meu pai ano passado e a saudade dói tanto!! Queria falar com o "dono do mundo" para trazer ele de volta!!!!!
Te admiro desde que vc era criança : )
Bjs

carla disse...

Luciana vc deve ter sido uma menina e tanto!!! fico imaginando a cena: vc e a secretária, preocupada em não perder o emprego. Parecem aquelas histórias que as mães contam todas orgulhosas para mostrar como as filhas são inteligentes. Achei demais!!!
Com relação ao seu pai, o meu jeito seria fazer uma chantagem emocial e dizer o "neto" dele está com saudades rsrsrs bjinhos

mcoral disse...

AMEIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

ADOREIIIIIIIIIIIIIIIII

CHOREIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

E DEI MUITA RISADA........
DETERMINADA E CHEIA DE PERSONALIDADE........
GOSTEI MUITO.

Rênia disse...

lindo, lindo!

Anônimo disse...

Oi LU, não sou de "comentar" e muito menos de me emocionar. mais essa eu não resisti. LINDO!

Biju disse...

LINDA HISTÓRIA !
Puxa, eu acredito em cada coisa do que disse: eu também só falo com quem pode resolver meu problema e persisto muito naquilo que quero, por isso hoje posso me considerar 99,9% realizada (só falta seguir minha carreira). Um grande beijo. Sua história alegrou o meu dia (que estava bem ruinzinho pela manhã).

Júlia disse...

Até chorei! Seu pai deve ter morrido de orgulho! Bjoo

Luiz Silva disse...

Olá, eu sou o orgulhoso pai da Lu e o relatado é verdade. Engenheiros as vezes trabalham em lugares que apenas helicóptero tem acesso rápido e seguro. Eu estava numa plataforma de perfuração em alto mar e a empresa que eu trabalhava (Morrison-Knudsen Engenharia) tinha uma sensibilidade muito grande com o bem estar das pessoas, principalmente crianças. Na verdade, eu também estava com muitas saudades e aproveitei para curtir uma boa semana com a família. Não preciso dizer que a Lu virou referência para todos os pais que trabalhavam fora e uma hora precisavam voltar.
Um beijo do papai que te ama muito
Luiz
P.S.: Viajo bem menos agora, mas as saudades são cada vez maiores ....

Regeane Costa disse...

Que gracinha! Eu ri e chorei ao mesmo tempo!

Paula disse...

Olha, quando eu tinha 6 anos também era muito espertinha com telefone, ligava pra deus e o mundo. :P
Meu pai é médico e fazia muito plantão quando eu era criança, mas não era como no seu caso, ele só ficava 1 dia fora por semana. Eu e minha irmã não ficávamos doentes nem nada, mas minha irmã mais nova ficava "de mal" com ele quando ele voltava pra casa... hahaha

Anônimo disse...

Eu nunca comentei no seu blog mas este post merece muito!! Não que os outros post não mereçam mas este me emocionou de verdade! Que história linda, vc deu sorte de falar com uma pessoa que levou a sério seus sentimentos como filha (e olha que vc só tinha 6 anos!) Sou fã das suas dicas e do seu blog viu? Leio quase todo dia. Bjos para vc e para o pequeno Gabriel.

Andressa disse...

Oi Lú, amei sua história!!! Contei pro marido, pra mãe, pra sogra e pro papagaio...rs!
Adoro seu blog!
Bjks.

Wagna disse...

Oi Lu, fiquei impressionada com a história, pois a minha sobrinha de 11 anos fez a mesma coisa no Natal do ano passado. Ela escreveu uma carta para o chefe de multinacional onde meu marido e meu cunhado trabalham reclamando que eles não tinham folga nem no Natal, e olha que o chefe se comoveu e deu folga não só para eles como para a fábrica inteira naquele Natal! Meu cunhado também ficou morrendo de vergonha, pois o chefe da fábrica chegou a ligar para a filha dele dizendo que acataria o pedido dela! Isso é que é atitude não?
Bjs.

Laura disse...

Lu, linda a sua história e linda a mensagem que seu pai te deixou. Como o meu pai faleceu qdo eu tinha 04 anos, eu sempre sonhei em vê-lo chegando pela porta, demorou para eu ver que isso não aconteceria... Enfim, parabéns pela linda família e obrigada por compartilhar algo tão bonito e pessoal com seus fãs.

Beijos.
Laura

Anônimo disse...

Que família linda e abençoada, nunca vou me esquecer dessa estória... Coisa mais fofa
Seus pais te deram uma educação muito boa, parabéns

Núbia Oliveira disse...

Menina que estória mais legal, o que uma criança não faz né. bjs

Anônimo disse...

Com todo respeito, seu pai é jovem e muito bonito. Parabéns

THAÍSE CAMILO disse...

Que lindooo! Qse choreii...Emocionantee!

Kally disse...

Nossa Lu! (te chamo de Lu pq de tanto ler seu blog já sou muito intima de vc kkkk)
Que história linda...
Estou morando em Santa Catarina, mas sou do RS e toda minha família está lá... morro de saudade... posso vê-los só nos feriados... saudade dói e faz adoecer mesmo...

Adoro vc, seus posts e tudo mais... bjokas

mcoral disse...

QUE BARBARO.TODA A HISTORIA...
E O DEPOIMENTO CONTUNDENTE DO PAPI....
CHORANDO AQUI..COMO BOBA...
ME DEU UMA BAITA SAUDADES DE MEU PAI...
BEIJOS
FELIZ DIA DAS MAES A TODOS....

Aline Safar disse...

Muito bom!!! Adorei!!!

Anônimo disse...

Oi, Lu!!! Estou escrevendo esse comentário com os olhos cheios de lágrimas! Q lindo!!! Acho q teria feito o mesmo, pq sou muito apaixonada pelo meu pai!LINDO!!!!Bjos.

Dra. Luciana Pantaleão disse...

Terrível vc hein!

CybeleMoraes disse...

Tive que ler essa história para o meu marido, que ama situações humanas. Fiquei com lágrimas nos olhos até, mas estou rindo junto porque é muito bom ler coisas assim. Vou compartilhar por aí. Um abraço.

Maraysa Carvalho disse...

Ahh, que história FOFA! Até me emocionei! Também sou super apegada ao meu pai e ele sempre trabalhou muito, ficando pouco tempo em casa com a família. E eu lembro de já ter adoecido algumas vezes de saudade.. rs. Sem falar nas ocasiões em que chorava pedindo para ele faltar no serviço.. hehe.

Encontrei seu blog pelo site makeupatelier e adorei o jeito como vc escreve! Parabéns! =)

dani disse...

Hahahahahaha... Lu, adorei! Quase morri de rir!

Você era uma pirralhinha muito esperta!

Ninguém merece sofrer de saudade né?! :(

Um beijão,

Dani Scalon.

Sabrina disse...

Nossa, chorei com esse depoimento. Maravilhoso!!!!!

Luciana disse...

Ah, mais uma história incrível!
Coisa de Luciana mesmo..hehe.

Isto deve ser inspirção para a nova geração de filhos...

Bjo
Luciana

Anônimo disse...

Bonitinho, mas acho que a secretária teve mais sensibilidade com seu pedido do quê receio da sua ameaça. Esse negócio de aterrorizar pessoas e que funcionam com ameaças é feio, não crie esse pensamento.

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