quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Alopécia areata


Essa é uma das doenças mais cruéis da dermatologia, na minha opinião. Não dói, não arde, e tirando as possíveis associações com outras doenças auto-imunes, não acarreta risco de vida para o paciente.
Porém, apresentar uma placa de alopécia no meio da cabeça, e algumas vezes em todos os pêlos do corpo, limita a pessoa psicologicamente e algumas vezes socialmente. Existem vários subtipos da alopécia areata. Tive uma paciente adolescente com um subtipo chamado "alopécia areata ofiásica", que é a alopécia acometendo a área marginal da cabeça e presenciei a tortura psicológica que essa menina passou porque não queria usar peruca na festa de casamento da irmã. Na opinião dela, o uso da peruca seria admitir o fracasso do tratamento. Expliquei que a peruca seria algo temporário, pois o tratamento da alopécia areata pode ser longo.
Falando assim, a falta de cabelos parece um problema insignificante perto de outras doenças como câncer, diabetes, aids, etc... mas só quem sofre de alopécia areata sabe como é difícil. Até porque, as modalidades de tratamento nem sempre surtem o efeito esperado.
"A doença se caracteriza pela queda repentina dos pêlos formando placas circulares de alopécia ("pelada"), sem alteração da pele no local, que se apresenta sem qualquer sinal inflamatório. Pode atingir o couro cabeludo e também outras regiões como a área da barba, supercílios, cílios ou qualquer outra região pilosa.
A "pelada" pode ter remissão espontânea ou tornar-se crônica, com o surgimento de novas lesões e evolução para a alopécia total, que atinge todo o couro cabeludo e até mesmo para a alopécia universal, quando caem todos os pêlos do corpo. Estes casos são de controle mais difícil.
Geralmente, a doença não se acompanha de nenhum outro sintoma. A repilação pode ocorrer totalmente em semanas ou meses e, algumas vezes, os pêlos nascem brancos para depois repigmentarem. É comum ocorrer a recidiva das lesões. "
FONTE: DERMATOLOGIA.NET
A alopécia areata acomete aproximadamente 1% a 2% da população e afeta ambos os sexos, todos os grupos raciais e pode surgir em qualquer idade. Quando existe algum outro sintoma, geralmente as pessoas se queixam de prurido ou queimação que precedem o aparecimento das placas.
"Em 10% a 42% dos casos, há outras pessoas na família com o mesmo problema. Diversos genes têm sido implicados na suscetibilidade à alopecia areata; eles provavelmente interagem com fatores ambientais, como o estresse ou a presença de microorganismos, para disparar uma resposta imunológica anômala que lesa o folículo piloso.Em 20% a 30% dos casos a alopecia está associada com outras enfermidades de natureza imunológica: tireoidites, diabetes, lúpus, vitiligo, etc. Rinites e outras condições alérgicas são encontradas em mais de 40% dos pacientes.
A história natural da doença é extremamente variável. Durante a vida, podem ocorrer diversos episódios de queda, seguidos de recuperação parcial ou total do cabelo perdido. Pode haver queda num local e crescimento em outros; mas, a perda também pode ser irreversível.Quando o cabelo volta a crescer, geralmente é branco e fino para depois adquirir cor e consistência normais. Com ou sem tratamento, crescimento parcial ou completo deve ser esperado dentro de um ano, nos casos de alopecia em placas."
FONTE: DR. DRAUZIO VARELLA (AMO!)
"Alguns estudos sugerem que o estresse emocional contribua para o surgimento da alopecia areata, dada a observação de que traumas emocionais precedem o processo e da ocorrência de alta prevalência de alterações de ordem psíquica nos doentes. Por outro lado, existem estudos demonstrando não haver qualquer participação dos fenômenos emocionais no desenvolvimento da alopecia areata(...).
Nas alopecias areatas, particularmente nas formas mais graves, podem ocorrer vários tipos de alterações ungueais sendo a forma mais freqüente de onicopatia a presença de depressões cupuliformes que podem ser tão intensas, que produzem verdadeira traquioníquia. Podem ainda ocorrer sulcos longitudinais e transversos, coiloníquia, onicólise, onicomadese, onicorrexis, paquioníquia, leuconíquia puntacta ou transversa e lúnula avermelhada. As alterações ungueais são mais freqüentes em crianças (12%) em relação aos adultos (3,3%). A prevalência das alterações ungueais é maior nas formas mais graves, 15,4% na alopecia areata universal, 3,7% na alopecia areata total e 2,25% na alopecia areata em placas. As alterações ungueais podem preceder, acompanhar ou suceder as lesões de alopecia (...)"
FONTE: ANAIS BRASILEIROS DE DERMATOLOGIA / Evandro A. Rivitti (amo também!)
"São vários os tratamentos utilizados na alopécia areata e a característica clínica de cada caso é que determinará qual deles deve ser utilizado. As medicações utilizadas podem ser de uso local ou sistêmico e a duração do tratamento vai depender da resposta de cada paciente. O diagnóstico e o tratamento da alopécia areata deve ser feito por um médico."
FONTE: DERMATOLOGIA.NET

24 comentários:

Anônimo disse...

Olá! Fugindo um pouco (totalmente) do assunto do post, gostaria que você falasse sobre o protetor ultra sheer da neutrogena. Na minha opinião, o fator 55 dele chega bem próximo ao efeito do minesol, com a vantagem de ter o fator de proteção superior. Outra vantagem seria o preço. O ultra sheer, com 88 ml, não chega a custar nem 50 reais. Aliás, é essa questão que me deixa tão preocupada. Um produto tão bom com um preço baixo, talvez possa ter alguma coisa de errado nele....

Bjs!

Badá Rock disse...

Deus nos livre!

Renata disse...

oi gente, gostaria de postar o meu caso aqui tbm, eu tenho uma alopécia, porém já nasci com ela, fica na lateral da cabeça, lado direito, perto da orelha, e era muito grande, devia ter uns 10 cm de diâmetro, sempre me incomodei muito com isso, nunca houve nenhum caso em minha família, com 10 anos de idade começei a fazer cirurgias plásticas na região retirando a parte de pele sem cabelos, fiz 4 cirurgias, porém como estava em fase de crescimento a alopécia crescia junto, com certa de 15 anos aceitei que isso fazia parte de mim e hoje em dia (25 anos) vivo super bem com minha alopécia. Antes formava muita ceborréia no local, porém hoje é lisa a área e não me incomoda em nada! Não aparece mais. Para alguma coisas as 4 plásticas serviram, não é mesmo?! hahahaha
um beijo grande.

Ana Carla disse...

Lu
Tudo sempre vem de fundo emocional né? Claro que a genetica no caso não ajuda. Doença complicada de aceitação deve ser muito dificil. Fiquei impressionada, nao conhecia.
Renata vc é uma guerreira, parabéns.

bjos

Anônimo disse...

Olá Dra! Amo seu blog!
Gostaria de saber se vc chegou a alguma conclusão qnto às perguntas do post do nosso médico dos sonhos.
Ah, outra coisinha, se vc abordasse os tratamentos contra manhinhas e cicatriz de acne (principalmente os que podemos fazer nov erão) eu iria amar ainda mais seu blog =]
Bjs

LARA

Íris disse...

E é exatamente por isso que tô desesperada!!!

Alopecia!!!

Meu dermato usou exatamente essa palavrinha aí para descrever minha queda de cabelo ... e a cada dia que passa meus cabelos estão mais ralos =(

Veronica disse...

Oi Dra. Lu,

Sou dermatologista veterinária (nos conhecemos no encontrinho doce, lembra?) e essa alopécia é comum em cães, no local da aplicação das vacinas. Inclusive a minha cachorra tem em duas regiões do dorso (apareceram após receber as vacinas quando ela era filhote). Nos cães é devido a uma resposta imunológica anormal. Lesa os folículos e não cresce mais pelo, fica muito parecido com a imagem que você postou.
Lu, gostaria de marcar uma consulta com você, poderia mandar um e-mail para mim (veronica.novais@gmail.com) com os dados da sua clínica (endereço, telefones etc.)? Bjs

Cacau disse...

Querida, amei seu blog, assim, de paixão!
Eu sou uma pessoa neurótica com pele, e ainda por cima tenho pele oleosa, então é o máximo ver suas sugestões de produtos e dicas aqui! Com certeza entrou na lista de blogs que visito sempre.
Já aproveitando o embalo, você recomenda algum hidratante para quem tem pele oleosa? Porque já testei vários oil free que deixaram minha pele brilhante, então estou perdidinha nesse sentido.

Graciela disse...

Oi,Lu! Estou visitando o blog da sua ex-aluna Renata do blog que voce indicou "chosesdepeau" esta uma graça. Nao nega que foi aluna sua,pois esta maravilhoso. Parabens dona Princesa. Bjos.Gra

obs: deve ser um orgulho para a mestra

Casa de Catarina - lelê disse...

Luciana
O meu não é bem este o caso, estou com uma queda absurda de cabelo... tratando a 4 meses direto. E foi de fundo emocional. Fiz vários exames e não detectaram nada!!!! Nadica de nada... enfim, fazer o que? rsss. É tratar e tentar se acalmar... rs.
Beijos
lelê

Viviane Demarchi disse...

Lu, postei um comentário no seu post sobre sua paciente, e como vc não fez nenhum comentário fiquei imaginando que talvez vc já conhecesse todos estas opções de curativos e que não tenham utilidade para sua paciente, e meu comentário tenha sido meio óbvio para vc... Mas fiquei de certa forma envolvida com sua paciente e se vc puder nos contar se teve algum resultado com algum tratamento, adoraria saber.
Um grande beijo!

Luciana Leal disse...

Oi, Viviane!!!

Obrigada pelo carinho - por mim e pela minha paciente!!!!
Algumas vezes eu não consigo responder à todos os comentários porque o volume de comentários tem aumentado muito.Mas eu AMO cada comentário e fico muito agradecida sempre que preciso da ajuda de vocês e rapidamente a ajuda chega.

A sua idéia foi muito bem recebida, porém ela não está com úlcera e sim com ulcerações superficiais. Pensei em usar o Tega derm e minha mãe deu a idéia de usar um curativo importado chamado second skin.

Minha paciente está viajando durante o carnaval e só irei reve-la na semana que vem. Acredito que tenha melhorado. Depois eu te conto.
Novamente, agradeço pelo carinho!
Beijos,
Lu

Valter disse...

Doutora... Por favor me de uma dica...
Fui em um dermatologista e ele me disse q nao tem nada a ver, mas meus pelos e cabelos estao caindo, será q pode ser essa doença? Existe algum exame pra ver se estou com a doença?? mas por vafor me de sua opinião..
está caindo, mas nao é localizada a queda. É Generalizada a queda...
POr vafor me de uma luz... Se puder me envie um comentario no email valtersavio@hotmail.com.
Obrigado!!!!

Anônimo disse...

oi, sou nova no blog e to adorando suas matérias parabéns!!!

mas sobre a alopécia, eu tenho e não sabia q era uma doença, já fui no dermatologista e ele disse q era micose, muita gente acha q é emocional, pelo fato de meus pais terem se separado, realmente só tive isso depois da separação deles, mas o dermatologista me passou um remédio chamado minoxidil q pelo q li em alguns sites é um dos mais usados em alguns casos, o problema é meu cabelo nasce em um lugar mas sempre volta a cair em outro, isso tem cura? ou sempre vai ficar nesse vai e volta? tenho muito medo de ficar careca, em vários pontos em q cairam os cabelos nasceram estão fortes e um pouco grandes, fico feliz por isso mas sempre volta, não tem uma cura definitiva? ou eu sempre vou depender dos remedios? obrigada!

Seu blog ajudou muito, eu só estava olhando seus posts e encontrei esse por acaso, até então em nem tinha conhecimento dessa doença q tenho, obrigada pela informação e se poder me ajudar mais um pouquinho, eu agradeço!!!

meu e-mail é ingridcarvalho_1007@hotmail.com

Carolina disse...

eu tb tenho alopécia e nasci com ela.. não achava que isso fosse comum.. tenho 23 anos e hj estou conformada.. isso não afetou na minha vida profissional.. mais é claro quando era mais nova foi difícil aceitar.. mais hj tenho uma vida normal... a alopécia fica no centro da cabeça..meu cabelo cobre totalmente... adorei em saber que existem pessoas com o mesmo "problema" que o meu.. bjssss

Gabriela disse...

Oi Luciana, gostaria de saber a sua opnião sobre o uso da Finasterida por mulheres, é verdade que nas mulheres ela é ineficaz?

Anônimo disse...

Para quem tem alopécia vi este site bem maneiro que vende perucas das que se colam como usa a beyonce e a tyra banks, dêem uma checada www.lacewigsportugal.com

Celina disse...

Olá Dra Princesa, sou leitora assídua do seu Blog e amo o seu jeito de escrever (além dos conteúdos é claro). Não estou tendo muita sorte com dermatologistas, moro em Curitiba, e fui diagnosticada com alopécia de causa multifatorial: pós-operatória (tinha abaulamento de fundo gástrico, causado por uma alergia alimentar muito forte e alguns medicamentos também, e mesmo sem obesidade para fazer a cirurgia bariátrica esta foi a indicação, acabei por emagrecer mais de 20Kg)+ efluvio telógino + alópécia androgenética (pesquisei e na minha família e não tem ningém calvo), mas meus cabelos estão ficando ralos e fininhos, principalmente no alto da cabeça; a textura deles mudou bastante, antes era levemente ondulado, macio e brilhane, agora está bem crespo, duro e arrepiado (estilo "chapeleiro maluco" do desenho da Alice). Como tratamento estou tomando biotina 3mg + sulfato de zinco 30mg; e estou aplicando minoxidil a 5% duas vezes ao dia e faço suplementação vitamínica com supradin pré-natal. Minha dúvida é que ele quer que eu tome ou Aldactone 100mg/dia ou acetato de ciproterona, mas pesquisando na internet fiquei com medo dos efeitos colaterais de ambos os medicamentos, inclusive o aldactone pode causar alopécia. Ele me disse que as causas são internas e que não adianta nem tentar usar xapús, tônicos e outras coisitas mais. Minha nutricionosta funcional disse que devido as alergias alimentares meu intestino não está absorvendo direito as vitaminas (apenas 20%) e que não adianta tomar nada pro cabelo porque quem está se fortificando é o meu vaso sanitário. Pergunto: a queda realmente só vai parar se eu usar o aldactone ou o acetato de ciproterona? E quanto à textura, o que posso fazer? Por favor socorro!!!!

Anônimo disse...

Dra.Lu e sobre a alopecia androgenetica... meu "cucuruco" anda ralinho... mtos tiram sarro.... minha dermatologista fala que não é nda pra me preocupar... mas logo acima da franja esta bem ralo o cabelo, no resto da cabeça normal... estou tomando dermavite, ele é realmente bom? o que vc acha? obrigada..

http://simplinha.wordpress.com/

Kelly ruiz disse...

Olá Dr. Meu nome é Kelly, e estou com esse mesmo problema. Minha cabeça bem na região da testa estou já com 3 dedos, vou no médico e ele disse que é emocional e não me passou nenhum remédio e só está aumentando. Estou num desespero que só choro em me ver no espelho. Tenho tanto medo de ficar careca a minha sorte que eu tenho mto cabelo e minha franja cobre tudo! Por favor entre em contato comigo: kellynha.ruiz@hotmail.com

Kelly Ruiz disse...

Olá Dr. Estou sofrendo dessa "doença", e meu médico não me passa remédio dizendo que é emocional, estou com uma bola bem perto da testa. ENORME já estou á beira do desespero. Não tenho espelhos em casa, quando olho só choro preciso de ajuda não sei mais o que fazer. Única sorte nisso tudo é ter muito cabelo e minha franja cobrir tudo, por favor me dê um help. Kellynha.ruiz@hotmail.com

Anônimo disse...

Olá, EU TENHO ALOPÉCIA A MAIS OU MENOS 10 MESES. A MINHA É DE FUNDO EMOCIONAL. STRESS PARA SER MAIS EXATA. COMEÇOU COM UMA NO CENTRO DA CABEÇA E DEPOIS ABRIU OUTRA NA REGIÃO FRONTAL, HJ ESTOU EM TRATAMENTO COM APLICAÇÃO SUBCUTÂNEA DE CORTICÓIDE, ESTOU MUITO FELIZ COM O RESULTADO PQ AGORA MEU CABELO ESTÁ VOLTANDO LENTAMENTE A CRESCER..BJINHOS

Mariana disse...

Oi!
Meu pai tinha alopécia, mas este ano está se tratando numa clinica de cirurgia plástica em curitiba e eles estão lhe colocando pelo de a pouco.

Ana Paula Dutra disse...

Oi Dra., encontrei esse blog quando pesquisava sobre alopécia, pois meu filho começou com a alopécia quando estava com 11 meses, e desde lá já fui em 3 dermatologistas diferentes e não fiquei satisfeita com o tratamento (passar Desonol nas áreas afetadas), então procurei uma Homeopata e estou a 3 meses fazendo tratamento com homeopatia, do qual deixou o cabelo dele mais forte de um modo geral, mas a alopécia continua (vou continuar com o tratamento pois sei que pode demorar para ter algum resultado), no momento estou procurando uma psicóloga para levar ele (no momento ele está com 2 anos e meio), pois estou desconfiada que a alopécia dele é emocional, pois começou logo depois que ele começou a ir pra escolinha (ele sempre chora quando largo ele na escolinha, mas quando ele está lá dentro, ele gosta, brinca, se dá bem com os colegas, etc. O problema é na hora de se separar de mim). Bom, se tiveres algum retorno para me dar, eu ficaria muito agradecida, muito mesmo, pois não quero que meu filho sofra de baixa auto-estima por causa dessa doença. Abraços, Ana Paula Dutra (anapaula@anapauladutra.com.br)

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minhapele@ig.com.br, Rio de Janeiro, Brazil
Uma médica que ama dermatologia, medicina estética, e principalmente, ADORA o que faz. Um cirurgião plástico apaixonado pela profissão.

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